Posts Tagged ‘Educação’

Por favor, não encaminhe e-mails

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

Gente, TODAS essas mensagens que alegam “doação por email encaminhado” ou que alertam sobre “como se salvar de um ataque cardíaco” são MENTIRA. Antes de encaminhar qualquer coisa pesquisem no google se é verdade, e se decidir compartilhar com alguém não envie para todos na sua lista, selecione poucas pessoas e faça isso usando a cópia oculta.

Mas se é mentira QUEM ganha com a proliferação de mensagens desse tipo? Resposta: Toda a comunidade mundial de HACKERS ganha. Todas as “empresas” de e-mail marketing ganham. Mas como eles ganham algo? Simples:

  1. os HACKERS conseguem instalar virus no seu computador de duas maneiras: por meio de ANEXOS que você abre e por LINKS maliciosos que você visita e pronto está infectado.
  2. as empresas de email marketing ganham em dinheiro de outras empresas para enviar malas-diretas com notícias reais (spam) de seus produtos ou promoções.

Mas e daí você pode se perguntar. Como eles ganham quando EU simplesmente repasso um email? OK, é assim: a maioria absoluta das pessoas que repassam emails fazem isso de modo aberto colocando seus contatos no campo TO ou CC e assim todos os endereços e nomes de seus contatos ficam circulando na rede. Circulando na rede rapidamente as empresas de email marketing e os Hackers pegam os nomes e emails e incluem em suas listas e ai todos passam a receber cada vez mais spam e virus…

Antes de encaminhar qualquer coisa pesquisem no google se é verdade, e se decidir compartilhar com alguém não envie para todos na sua lista, selecione poucas pessoas e faça isso usando a cópia oculta.

Bate-papo no trabalho

sexta-feira, janeiro 22nd, 2010

Hoje um funcionário da editora enviou email fazendo a seguinte pergunta:

Queria saber se daria muito trabalho mudar o meu pc de lugar, ou me mudar de pc…  é que nesses dias que estive no lugar de Fulano e senti que me concentro melhor num lugar mais “isolado”, parece que o trabalho rendeu mais nesses dias.

Gostaria de aproveitar a pergunta para refletir um pouco sobre a situação e tentar aprender a gerenciar melhor a empresa, as equipes de colaboradores e assim proporcionar melhores condições de motivação durante nossa evolução.

Fato: o colega fica mais concentrado e o trabalho rende mais quando está mais “isolado”.

Minha interpretação da palavra “isolado”,por favor corrijam-me se eu estiver errado: creio que na verdade o que te atrapalha não é a simples presença física de um ou mais colegas ao lado, mas sim as eventuais distrações causadas por eventuais comentários sejam estes dirigidos ou não a você e sejam estes ligados ou não ao trabalho.

Obviamente o espaço físico é limitado e não temos como “isolar” todos os colaboradores. Nossa intenção é que todos tenham tranquilidade para trabalhar o mais focados possível de modo que conseqüentemente o trabalho de todos renda mais.

Porque esse tipo de situação ocorre?

Eu suponho que o que mais atrapalhe seja aquele tipo de distração que classifico como “conversa-fiada” (qualquer assunto não profissional como cinema, almoço, piada, falar mal do chefe, falar mal de um colega etc), visto que normalmente chega sem anúncio ou solicitação e causa distração, seja porque exige uma resposta direta ou seja porque na sequencia você também ouve a resposta do outro interlocutor. Acredito que quem “sofre” o “ataque” da conversa-fiada fica sem jeito de ignorar o colega e sente-se obrigado a responder para não ser tomado por chato, careta, puxa-saco do chefe, caxias etc… E mesmo que a resposta seja mais fria isso ainda pode dar lugar a uma contra-resposta e essa situação fica difícil de ser interrompida até que acabe naturalmente, mas nesse ponto a concentração “já era”…

Me veio à lembrança agora de uma situação diferente mas semelhante onde a ação correta é anti-popular: na escola dos meus filhos tem um portão e tem lá uma placa “FECHAR AO PASSAR”. Eu sempre fecho mesmo quando vejo que alguém se aproxima para entrar. Ou então se a pessoa está muito perto eu espero passar e fecho eu mesmo o portão. Algumas pessoas não fecham e as vezes a pessoa que entra na sequencia não sabe porque o portão estava aberto e deixa-o aberto também! Por incrível que possa parecer essa situação é comum. Reusultado: as crianças ficam expostas ao perigo de um estranho entrar ou de sairem sem ninguém ver..

Como resolver?

Heheheh, acabo de imaginar que seria bacada se tíssemos um status visível para os outros como temos no icq, msn etc: “trabalhando, não atrapalhe” ou “dando uma pequena pausa”, “livre para bater-papo” etc.. Conversando com minha esposa ela me disse que lá onde trabalha são em três mulheres e que obviamente conversam bastante, mas que fazer exatamente isso de mudar o status! Quando precisam se concentrar simplesmente anunciam ou respondem a alguma conversa-fiada: – “Por favor, agora eu preciso me concentrar aqui e não posso conversar, ok?”. Consequentemente as outras duas também param de conversar entre sí para respeitar a colega.

Argumentei com ela que num espaço onde trabalham nove ou dez pessoas é muito mais difícil dessa estratégia funcionar, ela concordou. Entretanto eu estou errado! Isso não deveria ser problema nenhum pois, o que faz a diferença, o que realmente resolve a situação é algo muito simples. Tão simples na verdade que parece incrível que não ocorra naturalmente sempre. A solução é simplesmente respeitar os seus colegas de trabalho. Assim eles irão respeitar você e todos saem ganhando.

Onde então está o problema?

Escolas infantis e a educação no trânsito: uma solução simples.

sexta-feira, março 2nd, 2007

Pare e eduque

Outro dia estava dirigindo para o trabalho quando avistei um bando de crianças, no alto dos seus cinco ou seis anos de idade, chegando à esquina por onde eu ia passando. Guiando a galerinha, saída de uma creche próxima, iam suas “tias”, uma na frente que já ia sinalizando para que todos corressem para atravessar a rua, enquanto a outra tia estava no final da fila, ou algo que se assemelhava a uma, pra certificar-se que nenhuma ovelha se desgarrasse do grupo.

Super bacana sair da escola para uma atividade ao ar livre, sobretudo se for do lado de fora das muralhas! Aposto que todos adoraram. Eu ira amar. Tudo bem, acho normal e compreensível que duas professoras responsáveis por cuidar e educar nossos pequenos adultos, ensinem a atravessar a rua correndo depois que a tia abana a mão do meio da rua sinalizando que podem atravessar.

— Mamãe, papai! Hoje saímos pra ir no parque e aprendi a atravessar a rua correndo!

Algo não me agradou naquela imagem. Não foi o fato da fila ser quase caótica, ou o fato de imaginar que minha filha poderia, não fosse a minha intervenção, estar daqui a 5 anos, aprendendo na escola a atravessar uma preferencial como se quisesse bater algum recorde de travessia urbana. Não. Não foi nada disso que me incomodou, e para ser sincero não achei sequer estranha a cena em sí. Achar aquilo normal sim me incomodou, muito.

Realizei que não havia ali, naquele insignificante espaço e instante, dentro da imensidão do nosso espaço-tempo, qualquer preocupação real em prover uma educação que conscientizasse aqueles adultos de amanhã. Eles poderiam muito bem daqui a 10 ou 12 anos, estar passando por aquela mesma esquina e achar graça ao ver a mesma cena e recordarem suas aventuras sobre o asfalto aos seis anos de idade.

Mas o que fazer afinal? Reclamar é muito fácil.

Para dizer a verdade não me lembro se havia ali uma faixa de pedestres. Acredito honestamente que não, pois sou daqueles motoristas que efetivamente param para deixar os pedestres atravessarem na faixa e espero até que tenha chegado à calçada. Embora muitas vezes, muitas mais do que eu acharia aceitável, o motorista que vem distante atrás de mim simplesmente ignora que estou parado e passa direto, ou então quando está perto e é obrigado a parar também pois eu parei, ocorre o mais inconcebível: o motorista buzina, da ré e então avança desviando e seguindo em frente. Isso me admira muito. Mas muito também me admira o pedestre que mesmo ao me ver parado antes da faixa, fica ele próprio parado feito um dois de paus sem saber o que fazer!

— Mulher, hoje um carro parou na faixa de pedestres e eu não sabia se atravessava ou não…

Está na cara que o problema é sério e vem de muitos anos. É importante ter consciência que a resolução somente pode ocorrer em longo prazo, mas como acredito que vale a pena esperar, estou aqui tentando escrever algo que possa servir de ajuda ou inspiração. Posso assegurar que conheço a solução. Ela é ridiculamente simples. Não é original e nem é minha. Ainda por cima é uma solução importada! Mas tudo bem, afinal nós seres humanos aprendemos através do exemplo. Aliás, essa é melhor maneira de aprendermos.

Enfim, acho que posso afirmar que nós brasileiros com acesso a televisão ou cinema, iremos nos recordar de pelo menos um filme ou uma sessão da tarde onde uma fila ordenada de crianças pára ao chegar numa esquina e espera enquanto um deles, ou a própria professora, chega até beirada rua e estica o braço seguranco uma placa de PARE em frente à faixa de pedestres. Basta imaginar e visualizar a situação para entender o que quero dizer: NENHUM motorista em plena consciência irá ignorar uma placa de PARE e crianças atravessando numa faixa de pedestres. O motorista irá parar, e as crianças irão atravessar calma e ordenadamente sobre a faixa de pedestres enquanto o carro aguarda.

A ação acima funcionaria com certeza pois é uma ação de marketing perfeita. Mas o melhor é que ela não ensina somente ao motorista adulto de HOJE que deve respeitar a placa de PARE e a faixa de pedestres. Ela ensina sobretudo ao motorista de AMANHÃ que deve respeitar a placa de PARE e a faixa de pedestres.

É isso. Escolas: façam suas placas e implantem esse sistema o quanto antes, pois o tempo não pára e o amanhã está próximo. Prefeituras e vereadores: façam uma Lei se acham necessário, ou plantem a idéia com carinho e com empolgação e ela irá germinar um futuro próximo sem acidentes e com indivíduos mais conscientes da importância em respeitar o próximo de verdade.